Melanoma

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O que é Melanoma?

 
O melanoma é um tipo de câncer de pele que se desenvolve quando os melanócitos (as células que dão cor à pele) começam a crescer descontroladamente¹.O câncer de pele é caracterizado pelo crescimento descontrolado de células anormais da pele, causado por mutações ou defeitos genéticos no DNA, na maioria dos casos decorrente da radiação ultravioleta² proveniente da exposição solar ou de câmaras de bronzeamento artificial.
O melanoma pode começar como uma espécie de pinta ou mancha sobre a pele (um pequeno tumor cutâneo pigmentado ou colorido), mais frequente nas partes do corpo que ficam expostas ao sol. Geralmente os tumores são de cor marrom ou preta, mas alguns melanomas não são pigmentados e essa “pinta” pode aparecer nas cores rosa, bege ou branca². 
Nos últimos 40 anos, tem aumentado o número de casos de melanoma². O melanoma é muito menos comum do que alguns outros tipos de câncer de pele, porém tem maior probabilidade de crescer e se espalhar¹. No entanto, se descoberto em estágios iniciais, o melanoma é quase sempre curável², com mais de 90% de chance de cura³.
 

Fatores de risco

 
Apesar de a exposição à radiação ultravioleta ser o principal fator de risco, o melanoma pode surgir em qualquer parte do corpo³,como olhos, boca, órgãos genitais e região anal; mas estes são muito menos frequentes do que os melanomas de pele². O melanoma é mais comum no tronco (especialmente nos homens), nas pernas (especialmente nas mulheres), no pescoço e no rosto². 
Pessoas com pele, olhos e/ou ou cabelos claros (loiros ou ruivos) têm maior chance de desenvolver câncer de pele porque têm menor proteção natural. Quem tem mais de 50 pintas pelo corpo, sofreu queimaduras solares (principalmente na infância e adolescência), tem histórico familiar de câncer de pele, ou teve câncer de pele anteriormente, tem maior chance de desenvolver a doença. A incidência do câncer de pele também é elevada em imunossuprimidos, como transplantados ou portadores da AIDS.
Mesmo sendo mais comum em indivíduos de pele clara, o melanoma pode se desenvolver em pessoas de todos os tons de pele, incluindo asiáticos e afrodescendentes³. O melanoma também é mais comum em adultos, embora às vezes seja encontrado em crianças e adolescentes².
 

Sinais e sintomas 

Para possibilitar o diagnóstico precoce, é importante a realização do autoexame da pele da cabeça aos pés, uma vez por mês, procurando por qualquer lesão suspeita². O primeiro passo é saber diferenciar as pintas normais de anormais; quais alterações cutâneas podem indicar um melanoma; e qual método pode ser utilizado para ajudá-lo a notar qualquer alteração².
Muitas vezes os primeiros sinais do melanoma são o surgimento de uma alteração pigmentada na pele ou de modificações de tamanho, forma ou cor de uma pinta ou mancha pré-existente².
 
Para detectar melanomas ou outros tipos cânceres de pele é importante ficar atento a alguns sinais como:
– Manchas escuras sob as unhas de mãos ou pés, nas palmas das mãos, plantas dos pés, ou nas membranas mucosas;
– Novas manchas ou pintas com forma irregular;
– Crescimento e/ou mudança de cor e/ou textura em pintas ou manchas já existentes;
– Coceira, sensibilidade ou dor;
– Sangramentos ou lesões que não cicatrizam;
– Vermelhidão ou inchaço.
 
A regra ABCDE é outro guia para os sinais usuais do melanoma. Fique atento e informe o seu médico sobre manchas que têm qualquer uma das seguintes características¹:
A de Assimetria: uma metade da pinta ou mancha é diferente da outra parte.
B de Borda: as bordas são irregulares, entalhadas, chanfradas ou borradas.
C de Cor: a cor não é toda a mesma e pode incluir diferentes tons de marrom ou preto, ou às vezes com manchas de rosa, vermelho, branco ou azul.
D de Diâmetro: o diâmetro é maior que 5 milímetros.
E de Evolução: uma pinta ou mancha vem mudando de tamanho, forma, cor, aparência ou coçando ou sangrando.
 
A Regra do Patinho Feio é outra ferramenta que ajuda a identificar sinais suspeitos de melanoma³. A regra parte do princípio que as pintas benignas existentes no corpo de uma pessoa seguem o mesmo padrão. Assim, ao examinar a pele, fique atento a lesões que, assim como o “Patinho Feio” da história infantil, destoam das demais e têm tamanho, formato, espessura, coloração e outras características diferentes do padrão³.
 

Tratamentos

 
Para estabelecer o tratamento do melanoma, o médico considera principalmente o tipo, o estadiamento e a localização do tumor, bem como as condições de saúde do paciente³. É importante que o paciente pense cuidadosamente sobre suas escolhas, levando em conta os benefícios, os possíveis riscos e efeitos colaterais de cada opção de tratamento². 
As principais opções de tratamento para pessoas com câncer de pele do tipo melanoma podem incluir a cirurgia, a imunoterapia, a terapia alvo, a quimioterapia e a radioterapia. Em muitos casos, uma combinação desses tratamentos pode ser utilizada².
 
- Cirurgia
A cirurgia é a principal opção de tratamento para a maioria dos melanomas, e geralmente cura melanomas em estágios iniciais¹. Nos casos em que o paciente atinge a cura da doença, a equipe médica poderá avaliar a necessidade de uma terapia adjuvante, ou seja, um tratamento medicamentoso após a cirurgia com o objetivo de diminuir as chances de que o tumor volte².
 
- Quimioterapia
A quimioterapia pode ser usada para tratar o melanoma avançado depois que outros tratamentos foram tentados, mas não é frequentemente usada como o primeiro tratamento porque as novas formas de imunoterapia e terapias alvo são normalmente mais eficazes. A quimio geralmente não é tão útil para o melanoma quanto para alguns outros tipos de câncer, mas pode reduzir os tumores em algumas pessoas¹.
 
- Radioterapia
A radioterapia não é necessária para a maioria das pessoas com melanoma na pele, embora possa ser útil em certas situações¹, podendo ser usada no tratamento do tumor que reaparece após cirurgia na pele e/ou nos gânglios linfáticos (recorrência), ou quando um tumor não pode ser retirado cirurgicamente². A radioterapia também pode ser utilizada para tratar metástases cerebrais e ósseas². 
 
- Imunoterapia
A imunoterapia utiliza medicamentos que estimulam o sistema imunológico do paciente a reconhecer e destruir as células cancerosas de forma mais eficaz². Vários tipos de imunoterapia podem ser usados para tratar o melanoma¹.
 
- Terapia Alvo
A terapia alvo é um tratamento que inibe componentes específicos que contribuem para o crescimento e sobrevivência das células tumorais do melanoma². As terapias alvo funcionam de maneira diferente dos medicamentos convencionais da quimioterapia, que basicamente atacam qualquer célula que se divide rapidamente¹.
É importante que o paciente realize testes diagnósticos que identifiquem as mutações genéticas que causam alterações nessas vias moleculares, possibilitando aos médicos adaptar ou personalizar o plano de tratamento de um paciente a fim de contribuir para um melhor prognóstico da doença². 
 
- Tratamento adjuvante
É uma terapia complementar realizada após a remoção cirúrgica do tumor, para diminuir a chance de recidiva ou aumentar a sobrevida do paciente³. No melanoma, a terapia adjuvante vem sendo utilizada para pacientes considerados com risco moderado ou alto de recorrência – ou seja, de o câncer voltar após a cirurgia². A radioterapia pode ser recomendada como um tratamento adjudvante, assim como a imunoterapia e as terapias alvo, que podem retardar ou até prevenir o retorno da doença². 
A decisão sobre a necessidade de um tratamento adjuvante e qual a melhor opção para cada paciente deve ser cuidadosamente discutida com a equipe de tratamento de acordo com o estágio do melanoma, suas características genéticas (como a presença de mutações no gene BRAF), levando também em consideração a idade do paciente, a existência de outras doenças e as preferências pessoais². 
 
 
Referências: 
1 – American Cancer Society https://www.cancer.org/cancer/melanoma-skin-cancer.html acesso em novembro de 2020
2 – Saúde Novartis https://saude.novartis.com.br/melanoma-metastatico/o-que-e-melanoma/ acesso em novembro de 2020
3 – Melanoma Brasil https://www.melanomabrasil.org/new-oquee/ acesso em novembro de 2020
4 - Melanoma Institute Australia  https://www.melanoma.org.au/understanding-melanoma/what-is-melanoma/ acesso em novembro de 2020



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Depoimentos

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“O diagnóstico do melanoma surgiu no final de 2017, quando eu estava finalizando o tratamento de uma recidiva de um câncer de mama. O meu melanoma foi ocular, chamado de “melanoma de coróide”. Até eu saber que havia tratamento fiquei em estado de choque. Pensei que perderia o olho e a visão… Mas como tenho uma família que me apoia muito e uma equipe médica na qual confio sem reservas, fui enfrentando as primeiras consultas e tentando me manter resiliente. A primeira notícia foi de que havia um t”

Luciane Bernardes melanoma ocular

Sites de interesse

Nos sites abaixo você pode se informar ainda mais sobre o melanoma:
Melanoma Brasil - https://www.melanomabrasil.org/
Saúde Novartis - https://saude.novartis.com.br/melanoma-metastatico/
American Cancer Society - https://www.cancer.org/cancer/melanoma-skin-cancer.html
Instituto Oncoguia - http://www.oncoguia.org.br/cancer-home/cancer-de-pele-melanoma/21/138/
Melanoma Institute Australia - https://www.melanoma.org.au/
Grupo Brasileiro de Melanoma - https://gbm.org.br/

 

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